Eficácia e segurança dos tratamentos

Até meados da década de 1990, o tratamento à base de medicamentos só era possível para as recidivas (surtos) agudas da EM. Mas, com os primeiros fármacos modificadores da doença e com os fármacos que têm como alvo os mecanismos imunológicos específicos, tornou-se possível um substancial aumento na eficácia terapêutica em todas as fases da doença, especialmente na EM surto-remissão e na EM secundária progressiva.
Recentemente, também alguns fármacos já demonstraram eficácia no tratamento da EM primária progressiva, uma forma mais agressiva da doença.

A par da eficácia, a segurança e efeitos secundários dos fármacos são também aspetos a ter em conta, sabendo-se que os efeitos secundários mais comuns são sintomas semelhantes à gripe (fadiga, calafrios, febre, dores musculares e sudorese), irritação no local de injeção, infeção, ansiedade, depressão, dor de cabeça, sensação de mal estar, dor nas articulações e nas costas e sensação de fraqueza.

É verdade que podem ocorrer outros efeitos mais graves, contudo, como são terapêuticas altamente monitorizadas, estes podem ser rapidamente identificados e controlados.

Sabe-se também que o tratamento contínuo durante vários meses com doses baixas de corticosteróides pode provocar efeitos secundários graves, nomeadamente a descalcificação prematura dos ossos, o desenvolvimento anómalo da gordura corporal, opacidades do cristalino, pressão arterial elevada e diabetes.

Na escolha da terapêutica a administrar, o neurologista e a equipa de saúde terão sempre em consideração uma multiplicidade de fatores para além da avaliação do perfil de eficácia e segurança de cada fármaco, entre eles a forma clínica da doença, a existência de comorbilidades ou outros tratamentos, a atividade diária e preferência de cada pessoa, sem esquecer uma monitorização permanente.

Com o tratamento adequado, o controlo da doença é alcançado na maioria dos casos, obtendo-se uma supressão da inflamação dentro do sistema nervoso central bastante efetiva.

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