Evolução da Esclerose Múltipla

Não existe um padrão evolutivo homogéneo da Esclerose Múltipla (EM), mas alguns fatores desempenham um significativo papel no seu percurso, a longo prazo.

 

Há alguns fatores preditivos de um prognóstico favorável:

  • Perturbações sensitivas ou da visão como sintomas iniciais;
  • Remissão completa da sintomatologia após os surtos;
  • Ausência de incapacidade após um período de cinco anos.

 

Apesar de sobejamente conhecida e estudada, ainda se desconhece o que desencadeia a doença. Sabe-se, porém, que existem fatores (possíveis causas) que podem desencadear esta resposta inflamatória:

  • Causa genética– Não existe evidência científica conclusiva e que permita confirmar a hereditariedade da EM. No entanto, a doença pode ocorrer entre membros da mesma família, o que pode indicar essa ligação genética. O risco de filhos e irmãos desenvolverem a doença é relativamente baixo, com uma probabilidade de 96% a 98% de um parente direto não ser afetado pela doença.
  • Causa ambiental– existe uma convicção generalizada de que os fatores ambientais desempenham um importante papel no desencadear da EM (e aqui inclui-se o nível de vitamina D, o tabagismo e os hábitos alimentares, por exemplo).
  • Causa viral– A hipótese de que um vírus específico possa estar relacionado com o desenvolvimento de EM não passa de uma teoria, não existindo evidência científica que a comprove de forma conclusiva.
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