Evolução do tratamento

O tratamento da EM sofreu uma grande evolução, a ponto de, nos dias de hoje, poder proporcionar a todos os doentes – recém-diagnosticados ou com diagnóstico há mais tempo – uma substancial melhoria dos sintomas e qualidade de vida.

Adicionalmente, é consensual entre a comunidade médica e científica a importância do tratamento precoce com Medicamentos Modificadores da Doença (MMD), assim que exista confirmação do diagnóstico. Estes medicamentos diminuem o risco de sintomas agudos (surtos), prolongam os intervalos de tempo sem perturbações antes de outro surto e podem conduzir mesmo a uma alteração no decorrer da doença, reduzindo a progressão da EM, ao diminuir os danos e reduzir a frequência de surtos.

Os tratamentos com medicamentos estão divididos em três grandes grupos:

  • Fármacos que alteram o curso da doença: atuam reduzindo a atividade das células do sistema imunitário responsáveis pelo ataque que o corpo faz ao sistema nervoso central, atenuando os efeitos dos processos inflamatórios e degenerativos que são característicos da doença. Os medicamentos imunomoduladores, imunossupressores e de imuno-reconstituição pertencem a esta categoria.
  • Fármacos que tratam um surto: aliviam sintomas, mas não alteram os mecanismos inerentes à patologia nem o seu curso. São genericamente conhecidos como corticosteróides.
  • Fármacos que tratam sintomas específicos: são utilizados na terapêutica sintomática.
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