Adesão à terapêutica é essencial no controlo da EM

Existem razões que podem levar a uma fraca adesão terapêutica. Contudo, saiba que o seguimento das recomendações terapêuticas é um aspeto essencial para controlar os sintomas da Esclerose Múltipla (EM) e poder viver, em alguns casos, uma vida livre de sintomas.

Além da terapêutica sintomática, utilizada com o objetivo de aliviar as manifestações da doença, de uma forma geral, os especialistas recomendam que qualquer pessoa que tenha sido diagnosticada com uma forma surto-remissão de EM deve considerar iniciar o tratamento com uma medicação modificadora da doença logo após o diagnóstico ser estabelecido.

Apesar das indicações, existem casos em que a ausência de sintomas durante um determinado período pode conduzir ao abandono da medicação e, por outro lado, situações em que a pessoa como não se sente melhor com a terapêutica decide deixar de a seguir. A verdade é que estas situações não devem impedir que inicie ou que continue a toma da sua medicação, pois mesmo não apresentando sintomas, a doença pode estar a provocar danos significativos e irreversíveis no sistema nervoso central. Além disso, a eficácia das terapêutica pode não ser sentida de uma forma imediata, apesar de se refletir a longo prazo.

Por estes motivos, a adesão ao seu plano de tratamento é a melhor estratégia possível para a gestão da sua doença e continuar com a medicação escolhida por si e pelo seu médico é uma parte importante desse plano.

É sabido que tomar um medicamento modificador da doença por um longo período de tempo pode ser um desafio devido a alguns efeitos secundários que ainda apresentam, mas é importante entender o papel da terapia modificadora da doença e estar ciente dos obstáculos que podem interferir na adesão à terapêutica.

A educação terapêutica e a informação à pessoa com esclerose múltipla, bem como a disponibilidade da equipa da consulta de neurologia são também essenciais para melhorar a adesão ao tratamento.

Sabe-se que os possíveis benefícios desses medicamentos incluem a redução da progressão da inflamação e dos danos no sistema nervoso central – que podem ser vistos na ressonância magnética. Além disso, permitem a redução do número de surtos (episódios de sintomas neurológicos) e a consequente diminuição da progressão da incapacidade.

É também fundamental que se envolva de forma proactiva na tomada de decisões e no controlo da doença, colaborando com os profissionais de saúde de uma forma informada.

 

Fontes:

 

PT/NONNI/0819/0065, aprovado em 09/2019

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