Embora muito reclamado, ainda não foi criado o Estatuto do Cuidador Informal em Portugal, estimando-se que existam mais de 800 mil pessoas que cuidam em casa de alguém dependente de si. Na EM, esse apoio é dado habitualmente de forma natural pelos familiares ou amigos, tendo a doença um impacto significativo nos cuidadores informais, principalmente em fases mais avançadas da sua história natural.

As duas principais caraterísticas deste elemento é não ser remunerado e não possuir formação específica na área da prestação de cuidados, aspetos preocupantes se pensarmos que esta pode ser uma tarefa física e mentalmente exigente.

Por esse motivo, cuidar daqueles que dedicam parte das suas vidas e do seu tempo a cuidar dos outros, é um aspeto crucial, muitas vezes negligenciado. Os cuidadores – sejam familiares, amigos ou profissionais de saúde – além de conviverem diariamente com as dificuldades sentidas pela pessoa com EM, também possuem os seus próprios problemas pessoais e angústias. E é precisamente por isso que é fundamental garantir que estes se sintam bem, capazes e felizes.

As três associações de doentes que existem em Portugal – a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), a Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM) e a Associação Todos com a Esclerose Múltipla (TEM) – promovem formações e reuniões de apoio psicológico, programas psico-educativos e sessões de esclarecimento a todos os cuidadores.

 

Fontes:

  • Multiple Sclerosis Trust (https://www.mstrust.org.uk/)
  • Livro “O ABC da Esclerose Múltipla”, de Catarina Fernandes, Celena Veloso Daniela Leal e Maria José Carvalho.

 

PT/NONNI/0419/0015, aprovado em 04/2019

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