EM mimO meu tratamento

Novas terapêuticas, posso confiar?

By 11th Junho 2019 No Comments

O tratamento da esclerose múltipla (EM) sofreu uma grande evolução, a ponto de, nos dias de hoje, poder proporcionar a todos os doentes – recém-diagnosticados ou com diagnóstico há mais tempo – uma substancial melhoria dos sintomas e qualidade de vida.

Até meados da década de 1990, o tratamento à base de medicamentos só era possível para os surtos da EM. Mas, com os primeiros fármacos modificadores da doença e com os fármacos que têm como alvo os mecanismos imunológicos específicos, tornou-se possível um substancial aumento na eficácia terapêutica em todas as fases da doença, especialmente nas formas de EM com surtos. Recentemente, também surgiu um fármaco com eficácia no tratamento da EM Primária Progressiva, uma forma mais rara da doença.

Atualmente é consensual entre a comunidade médica e científica a importância do tratamento precoce com Medicamentos Modificadores da Doença (MMD), assim que exista confirmação do diagnóstico.

Efetivamente, estes medicamentos diminuem o risco de surtos e reduzem o risco de progressão da incapacidade neurológica. Adicionalmente, demonstraram também eficácia na redução do aumento de lesões na ressonância magnética que é realizada periodicamente. Por esse motivo, é possível esperar um aumento da qualidade de vida.

Estes novos fármacos atuam reduzindo a atividade das células do sistema imunitário responsáveis pelo ataque ao sistema nervoso central, atenuando os efeitos dos processos inflamatórios e degenerativos que são característicos da doença. São três as classes de medicamentos que pertencem a esta categoria: Os fármacos imunomoduladores, imunossupressores e de imuno-reconstituição.

Eficácia e perfil de segurança dos fármacos

A par da eficácia, o perfil de segurança e efeitos secundários dos fármacos são também aspetos a ter em conta. De facto, todos os MMD podem causar alguns efeitos secundários. Mas também é verdade que algumas pessoas não sentem qualquer efeito secundário, que outras sentem esses efeitos diminuírem após o primeiro ou segundo mês, à medida que o seu corpo se adapta ao medicamento, e ainda outras em que os efeitos secundários persistem.

Nesses casos caberá à equipa médica fornecer a informação e os conselhos para reduzir o seu impacto.

Podem ainda ocorrer outros efeitos mais graves, contudo, como são terapêuticas altamente monitorizadas, estes podem ser rapidamente identificados e controlados.

 

Fontes:

  • Multiple Sclerosis Trust (https://www.mstrust.org.uk/)
  • Livro “O ABC da Esclerose Múltipla”, de Catarina Fernandes, Celena Veloso Daniela Leal e Maria José Carvalho.

PT/NONNI/0419/0015, aprovado em 04/2019

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