Na escolha da terapêutica para o seu caso, o neurologista e a sua equipa de saúde terão sempre em consideração uma multiplicidade de fatores para além da avaliação do perfil de eficácia e segurança de cada fármaco, entre eles a forma clínica da doença, a existência de comorbilidades ou outros tratamentos, a atividade diária e a preferência pessoal. Até porque com o tratamento adequado, o controlo da doença é alcançado na maioria dos casos.

Chegada a altura de optar por uma terapêutica, é importante que seja uma decisão informada e partilhada entre médico e doente. Em muitas situações, fazer as perguntas-chave pode ajudar nesse processo de escolha. Ficam aqui alguns exemplos:

 

  • Quais são as minhas opções de tratamento?
  • Quais são os prós e contras de cada opção?
  • Porque é que este é o melhor tratamento para mim?
  • Quão eficaz é este tratamento?
  • Existem efeitos secundários ou riscos associados a este tratamento? Se sim, quais são eles?
  • Existe algo que possa ser feito para reduzir o impacto dos efeitos secundários ou dos riscos?
  • O tratamento pode interferir com outras terapêuticas para tratar outros problemas de saúde?
  • Por quanto tempo necessitarei desse tratamento?
  • Como vou saber se o tratamento está a resultar?
  • Vai ser necessário fazer monitorização do tratamento?
  • O que pode acontecer se eu optar por não fazer qualquer tratamento?

 

Fontes:

  • Multiple Sclerosis Trust (https://www.mstrust.org.uk/)
  • Livro “O ABC da Esclerose Múltipla”, de Catarina Fernandes, Celena Veloso Daniela Leal e Maria José Carvalho.

 

PT/NONNI/0419/0015, aprovado em 04/2019

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