Será que sou menos fértil por ter EM?

Apesar de ainda existir uma enorme falta de informação sobre o assunto, hoje sabe-se que a Esclerose Múltipla (EM), seja no sexo masculino ou feminino, não tem impacto na capacidade de reprodução, conceção e de levar a termo uma gravidez. Ou seja, a fertilidade não está diminuída pela doença.1 Além disso, estudos demonstram que a fertilidade também não é afetada pela evolução da doença ou tratamentos e que não existe aumento de risco de abortos espontâneos, cesarianas, partos prematuros ou anomalias de desenvolvimento, pela doença em si.2

Este conhecimento é muito importante, uma vez que a falta de informação pode ter impacto na decisão de engravidar e sabemos que as doentes em idade fértil, especialmente as mulheres que nunca tiveram filhos, constituem uma grande parcela da população seguida nas consultas de EM. Aliás, nas últimas duas décadas, a diminuição da idade à data do diagnóstico (seja pela maior acessibilidade aos cuidados de saúde e exames ou pela evolução dos critérios de diagnóstico) e o aumento da idade à primeira gravidez têm contribuído para o aumento do número de doentes com estas características.

Fontes:

  • 1Roux T, Courtillot C, Debs R, Touraine P, Lubetzki C, Papeix C. Fecundity in women with multiple sclerosis: an observational mono-centric study. J Neurol. 2015;262:957-60;
  • 2Ramagopalan SV, Guimond C, Criscuoli M, Dyment DA, Orton SM, Yee IM, et al. Congenital abnormalities and multiple sclerosis.  BMC Neurol. 2010;10:115.

 

PT/NONNI/0819/0064, aprovado em 09/2019

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