Na maioria dos casos não existe motivo para que não possa engravidar.

A sua fertilidade é exatamente igual à de qualquer outra mulher e está demonstrado que a taxa de surtos durante a gravidez é de cerca de 30% a 50% mais baixa do que em mulheres com Esclerose Múltipla (EM) não grávidas.

Esta taxa relaciona-se com o número de surtos no último ano antes da gravidez, ou seja, um último ano sem surtos, aumenta a probabilidade de não ter surtos durante a gravidez. Portanto, se quer engravidar, deve planear fazê-lo num período estável da doença.

A falta de informação está na origem de muitas gravidezes adiadas, como aliás conclui um estudo realizado na população portuguesa.1 As autoras consideram que seria fundamental melhorar as informações que são transmitidas, sempre com o objetivo de minimizar o impacto do diagnóstico de EM na decisão de ser mãe, pois o estudo revela que um número significativo de mulheres optou por menos gravidezes do que desejava, por pensarem que a gravidez poderia piorar a doença.

Deverá informar o seu neurologista assistente, uma vez que tem conhecimento da sua condição, a sua vontade de engravidar. A decisão de suspender a terapêutica ou alterar para outro fármaco da esclerose múltipla deve ser discutida previamente em consulta.

 

1 – “Multiple sclerosis and motherhood choice: an observational study in Portuguese women patients” – Ana T. Carvalho, Andreia Veiga, Joana Morgado, Raquel Tojal, Sofia Rocha, José Vale, Maria José Sá, Ângela Timóteo.

X