Partilhar:

Embora existam muitas teorias sobre a alimentação para os doentes com esclerose múltipla, a verdade é que a maioria das dietas não tem evidência fundamentada sobre os seus benefícios e, por isso, deve prevalecer o bom-senso e privilegiar-se o aconselhamento profissional.

Uma alimentação equilibrada é fundamental para a manutenção do bem-estar, seja numa pessoa saudável ou com esclerose múltipla. Por isso, os especialistas recomendam que as pessoas com Esclerose Múltipla sigam as mesmas recomendações de dieta que a população em geral, com baixo teor de gordura e rica em fibras.

Relativamente à vitamina D, evidências crescentes sugerem que esta pode desempenhar um papel importante na esclerose múltipla.

Baixos níveis desta vitamina foram identificados como um fator de risco para o desenvolvimento da esclerose múltipla. Além disso, investigações concluíram que as pessoas com esclerose múltipla com défice acentuado de vitamina D poderão ter uma doença mais agressiva.

Por outro lado, e embora não seja totalmente conhecido o papel da suplementação de vitamina D na redução da atividade da doença, investigações recentes sugerem que esta pode ter efeitos importantes no sistema imunológico e que pode ajudar a regular o crescimento e a diferenciação celular.

De qualquer forma, a prática mais comum é a de dosear a vitamina D e corrigir os seus níveis quando estão baixos, através da suplementação.

As recomendações atuais indicam que a dose diária recomendada de suplementação para adultos é de 600 unidades internacionais (UI) de vitamina D por dia. Essa quantidade aumenta para 800 UI no caso de pessoas com mais de 70 anos de idade. Por vezes poderá ser necessário doses acima de 4.000 UI por dia em pessoas com deficiência de vitamina D. Já a dose de manutenção sugerida a ser considerada em doentes com esclerose múltipla é de 2.000 a 5.000 UI diárias.

 

Referências Bibliogáficas:

  1. Michael F. Holick, et al., Vitamin D Deficiency and Possible Role in Multiple Sclerosis, Rev Bras Reumatol., 2010 Jan-Feb;50(1):67-80. Review. English, Portuguese (http://doi.org/10.17925/ENR.2015.10.02.131).

 

PT/NONNI/0320/0018, aprovado em 04/2020


Partilhar:
X