Para quem tem esclerose múltipla, a dor é uma companhia comum. Pode ser uma dor muito intensa, pode ser limitativa, pode ser permanente. Ou não. Ainda que possa ser diferente consoante as pessoas ou as situações, há algo partilhado por todos os que vivem com a doença: a invisibilidade deste sintoma e o facto de nem sempre ser fácil de descrever ou controlar.
Há vários tipos de dor: a dor associada à rigidez e aos espasmos musculares, a dor causada pela nevrite ótica (a inflamação do nervo ótico), a dor de cabeça. E há também sintomas que, não sendo dor no sentido clássico, têm o mesmo peso no dia a dia, como a dormência, formigueiro ou aperto no peito. Independentemente da forma que assume, há uma certeza que ninguém ignora: que a dor desgasta, rouba bem‑estar e altera o humor, deixando marcas que nem sempre se veem, mas que são profundamente sentidas.
Diferentes tipos de dor
Como já referimos, dores há muitas, diferentes na intensidade e duração. A dor pode ser:
Dor aguda – A dor aguda é uma dor que surge inesperadamente, mas que costuma ser de curta duração, apesar de poder voltar.
Dor paroxística – Esta é um tipo de dor que surge em forma de uma crise súbita. Pode durar apenas alguns segundos ou minutos, mas costuma regressar, podendo ocorrer várias vezes ao dia.
Dor crónica – É uma dor que se mantém, que nunca desaparece por completo, que acompanha quem a sente.
E porque é que as pessoas com esclerose múltipla sentem dor? A resposta está nos danos causados nos nervos, mas pode estar também associada a outros sintomas que acompanham a doença, o que pode dar origem a dois tipos de dor:
Dor neuropática – a dor nos nervos, causada por danos nos nervos da espinal medula ou do cérebro. São lesões associadas a um número variado de sensações, desde pequenas irritações a dores agudas ou até espasmos musculares.
Apesar de poder ocorrer em qualquer lugar, costuma manifestar-se no rosto, braços e pernas, comsensações como sensibilidade extrema ao toque, formigueiro, ardor, pontadas, choque elétrico.
Dor musculoesquelética – a dor nos músculos e articulações, resultante do stress e tensão imposta pela doença ao organismo. Por exemplo, dificuldades de equilíbrio, fadiga ou fraqueza muscular podem levar a problemas de postura, sobrecarregando as articulações, ligamentos ou outros músculos.
Seja qual for a forma que assume, a dor na esclerose múltipla é real, desgastante e profundamente impactante. Reconhecer a sua diversidade e compreender as suas causas é um passo essencial para melhorar o bem‑estar de quem vive com a doença e para garantir que nenhuma dor permanece invisível.
Fonte: https://multiplesclerosisnewstoday.com/special-collection-pain-multiple-sclerosis/